quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

10 Thousand Notes to me/you

"Paradigma social de guardar sempre para usufruir depois.
Garantindo assim sua velhice"


- Será mesmo que chegarei lá?
- Ainda assim não me interesso por viver tanto...
- Se realmente me preocupasse, não levaria a vida que levo e sempre levei!
- Mesmo se quisesse... vale mesmo a pena "sofrer" "não gastar tempo tentando encontrar o que se gosta" "trabalhar por trabalhar?!" E tudo isso durante uma vida inteira?!
- Vale a pena utilizar da minha energia e alegria para criar realidades por onde quer que eu vá para "tentar ser feliz em qualquer lugar"?
- O que é mais importante para você/mim?
- Lutar por um equilíbrio talvez?
- Me arrepender depois por não ter tentado me arriscar?
- Me arrepender pelo peso das consequências?
- Ficar parado não adianta e tem me levado a tempestades indesejadas de stress.
- Estou tentando deixar a vida me levar, mas o mar esta profundo e quieto. Como eu deveria estar.
- Preciso encontrar com os "mais velhos", talvez me digam algo sábio.
- Um estudo dirigido com algum tipo de conclusão me satisfaria!
- Seria como encontrar a resposta pra minha equação da vida social
-Seria um alívio de uma escolha que realmente detesto e ar puro depois de tantos anos tóxicos.
- Noites sem dormir, choros desesperados encorpados em gargalhadas soluçantes.
- Silêncios cheios de raiva e dúvida.
- Enquanto não encontro a direção envelopada e titulada como resposta, tento me "equilibrar" por toda essa corda bamba que, cada vez mais fina, estremece mais a cada dia que passa.



"Monges do captalismo...?!?!?!"


- Até onde vai sua/minha liberdade?
- Deveria ser até onde minha imaginação puder ir dentro da realidade física e pura
- Confundir a imaginação com liberdade não é resposta para um conceito aplicado de verdadeira liberdade
- Então, o porque da sociedade?
- Organização? OK!
- Viver em comunidade nos faz mais fortes... Será?
- Talvez como raça
- Vale mesmo a pena manter uma arquitetura sócio-antropológica tão interessante que trabalhe os nossos sentidos e nos coloque em um ciclo de vida finito?
- Um caminho que devemos todos seguir quando nascemos... As regras retiradas de observações de nós mesmos...
- Ou seriam clausuras maquiavélicas para imitar as maravilhas do universo?
- Ou uma forma de compensação por criar, inventar, e "ser útil" para a sua própria raça?
- Esse grande conjunto de "intermináveis" camadas que criamos para iludir ao máximo todos os nascidos e futuramente as "grandes crianças" dentro de nossos lares.
- Pedir pra propor algo melhor, ou maior, não isenta os fatos
- E de que mais os humanos acham que precisam?
- Dinheiro e ambição seriam os carros chefe mas, envolver saúde moradia e comida, seria cúmulo?
- Não deveríamos ser um "grande organismo"?
-  Então porque paz?
- Um controle disfarçado de equilíbrio induz a mente humana à eterna "luta entre o bem e o mal"
- De onde veio essa "luta"?
- Não enxergar que, apesar das impressões empíricas, o dia e a noite são basicamente a mesma coisa.
- E mesmo depois disso continuar a separar o preto do branco, o bem do mal?!
- Será que nossa sociedade dobra a sabedoria ao seu bel prazer?
- Pode ser que parte dela
- Mas, há sabedoria fora de nossos muros?
- Intuo que sim
- Travar batalhas infinitas entre camadas imaginárias dentro de um conceito abstrato, dentro de uma prisão sem paredes ou grilhões, em busca de uma alegoria pérfida, psicodelicamente flúida e sem forma que, cedo ou tarde, marchará para um vazio.
- A paz que repousa as emoções de nossos monges mais superiores tenta nos separar em "felizes" e "infelizes" formando um motor que se alimenta de esperança e expele vapor de gritos insanos de idosos inertes e vazios.
- O caminho "é difícil"
- O motor não irá parar enquanto escapar não for um ideal, ou uma esperança!



"Movimento perpétuo do dia a dia!"


- Já pensou em o que realmente é necessário para o ser humano?
-Teóricos da Psicologia e Administração afirmam algumas de nossas necessidades básicas
- No entanto, eu mergulhei mais profundo
-Tão profundo quanto uma mente solitária e imaginativa poderia
-E conheci as bordas de nosso mundo imaginário
-Porém, o que é real?
-Não sinto tanto mas, quase nada é real!
-O que?
-É!
-Quase nada é real!
-Dá pra começar essa explicação de cima para baixo
-Assim como de baixo para cima!
-Sinceramente não sei qual é pior.
-Vamos começar de cima para baixo... a adrenalina é insana.
- Futilidade!
-O que é fútil?
-Vegans não suportam fazer inocentes sem razão sofrerem.
- Sociedades paralelas de cunho filosófico e/ou religioso, travam batalhas contra a "tentação" da tecnologia.
-Monges retiram-se para a solidão das montanhas ou se embrenham em florestas intermináveis
- Porém!
- No fim... a evolução humana nunca irá nos permitir a verdadeira realidade, da qual, todas as ilusões brotam.
- O que digo é que:
-Tudo que construímos como humanidade alterou nosso DNA
-Desde simples idéias que se entrelaçam com nossas psicoses até as grandes construções táteis e altamente poderosas.
-Capazes de transformar a observação básica de outros animais, em imitações imprudentes de suas habilidades.
- Um dos pilares deste pensamento é a lei do uso e desuso
-Quando começamos a usar pele de outros animais para nos aquecer, os seres humanos, começaram a perder pelos no corpo.
-Pronto! Chegamos à borda!
- Daí pra frente, dependendo do seu nível de abstração, chegaremos à mesma conclusão!
- Quase nada é real!
-Roupas, sapatos, comidas cozinhadas, computadores, trabalho... etc etc etc!
-Enfim, quase tudo!
-O que sobra depois disso tudo...?!?!?!
-Não conheço muito sobre o comportamento dos nossos primos mais próximos
-Eles sim revelam uma parte sobre o que é real!
- Mas... Macacos?!
-Sim! Macacos
- Pode ser que a inteligência humana possa ser o pior ato falho do/da universo/natureza
-Um câncer em pleno clímax de sua metástase!
- Matando e consumindo seu próprio corpo!
- Pena que, cedo ou tarde, as úlceras e tumores cessarão após uma longa e demorada "reencarnação"!
-Fugir desta cela construída de inteligência, sabedoria, sentimentos, "necessidades", etc etc etc
- É impossível!
-Nossos corpos não aguentariam mais sobreviver por uma vida inteira "humildemente" ou "desprendido de TUDO".
-Pensei nos índios...
- Porém, chego a pensar que eles também caíram na armadilha da mente.
-Chorar pela morte de um ente querido é tão fútil quanto todo o resto, pois é egoísta pensar que a pessoa viverá para sempre! Que sua presença é responsável por parte de sua felicidade!
-No entanto, NÃO!
-O prazer e a felicidade não são originais de nossa existência!
-Preciso de ajuda de algum antropólogo...
- A razão e consciência são as raízes de todos os outros sentimentos e ilusões que se tornaram vagarosamente em "realidade" e outras em inerências do ser humano!
- Divirtam-se pensando!
-De certa forma revoltante... pensar que quase tudo na verdade é nada!
-"Descobrir" que não somos o topo.
-Que quase nada importa de verdade!
-Em fim!
-Poderia desconstruir tudo dentro dessas linhas!
-Mas chega!
-Meus pensamentos fervem, mas minha vida não.
-Então!
-A noite me abençoa com tais pensamentos e levou meu sono até sua síncope.
-Com o raiar do sol!

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