De onde ele tira essa força enorme?
Das mãos? Do olhar? Da mente?
Não.... não existe... foi um golpe de sorte... uma covardia que lhe prendeu à dor da não vida...
Decepção? Não! Seus juízes o condenaram e o condenam... mas ele dança com as palavras para evitar o golpe fatal. Pensou em dizer meias verdades para incitar uma decisão mais firme... mas poderia ser tolice - pensou ele - tantas tolices já disse... usou de meias verdades como ferramentas para atrair "A decisão", e acabou por sofrer mais que deveria e afastar seu mentor para um plano diferente... Pobrezinho? Não! Não tenha pena dele... ele não terá de vc!
Por mais inteligente que ele pareça ser... seu horizonte acaba aonde a vida começa... e já faz tanto tempo que a expressão "ser espontâneo" virou um quadro empoeirado de sua casa vazia... O teatro para as paredes ... ensaiando para os juízes e para qualquer um que queira assistir, basta olhar pela janela e ele estará dançando e cantarolando com expressões tortas e emotivas.
Ainda andam por ai dizendo que ser sincero ajudaria os pobres juízes que, de senso de justiça, têm somente um emblema escrito em grego, que remete a algo similar a justiça. Mas ajudar? Que verbo mais distante vc leitor poderia arranjar para ele? Tentar ajudar fez com que de boas intenções o inferno se enchesse. E como sempre as coisas se revoltariam contra ele...
Baqueado leva consigo uma xícara contendo todo o sabor dos desprazeres amargos da vida e de um limão, fará limonada!
Por agora deixem-me só... voltem para seus aposentos até que o julgamento comece sua nova sessão... Preciso de vcs somente para testemunhar e verificar a veracidade e tenacidade dos meus argumentos.. Para que eu não me perca novamente nesse texto e que Filthy me surpreenda como jamais fez. Deixando-me viver por mais alguns segundos ... ou até que essas linhas se acabem vertiginosamente nos descampados horizontes de uma cena terrivel.
Com Amor: aos Juizes
Nenhum comentário:
Postar um comentário