E então, no abismo em que se encontra, ela mal se lembra de qual nome teria dado a sí mesma antes do dado incidente. O importante a ressaltar é: o pavor a que esta destinada.
Agora ela partiu do sufocamento da luz que incidia sobre seu corpo... seu numero sete gravado no peito e andando por sobre os caminhos agora obsoletos, os detalhes ornamentados e intimas criaturas desviam seus olhares, corpos e aromas de sua repugnante presença.
Um momento de duvida é o bastante para avaliar a situação... de sofrer nada mais valeria, mas de nada mais valer; nada mais viverei? Um unico e certeiro pensamento escarlate arde o coração revelando a escolha terrivel que havia feito... "Sem luz, sem dor, sem amor, pela vida a passar por entre as unhas sussurrar o vazio e a escuridão"
Oh! quão lamentável sua agonia se estende. Os prantos seriam mais adequados quando corridos pela face? Ou espalhados como praga virulenta através de suas veias até chegar aos seus abismos mais profundos e aos cumes soberanos de teu ser? Duvida.... duvida.
Permanecer em duvida jamais traria algo de volta ou prosseguiria logo para as consequencias. Apesar de ansiar pelo fim, ela enfrenta o medo da fria vida que lhe espera, a qual encontra sempre, ao cruzar a linha do horizonte dos sonhos para sua realidade fatídica.
Não há como parar este rodopio, esta palidificação do corpo e da alma, essa valsa macabra com o tempo-principe irredutivel e implacavel.
Ainda assim ela diz a si mesma que vive apesar de nada sentir. Portanto eu pergunto: "Quais são suas intenções posteriores, pois ao redor de tú só revelam-se dores do caminhar até mim?"
O silencio très bien madame agora revelou-se o futuro. Pretendes devagar com as tempestades de seu proprio oceano, tangir graciosamente o rosto dos ventos que te levarão à carruagens pelo que te resta de prima incolor-vida. E calada valsarás com o tempo, até que seu par e concubino final, venha lhe buscar para que descanses ao som da bela musica que compunhas em tuas juventudes jamais esquecidas e eternamente vividas.
"- Concede-me essa dança?"
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